Ressaca pós-inverno
- 10 de out. de 2016
- 3 min de leitura

Apesar de o inverno brasileiro não ser tipicamente muito frio na maior parte do seu território, alguns maus costumes foram rapidamente incorporados em nossa rotina, resultando em alguns prejuízos à nossa saúde.
Vamos listar os principais:
1) Alimentação "pé na jaca":
No tempo frio temos necessidade de um maior aporte calórico para nos mantermos aquecidos. Mas também queremos mais comidas conhecidas como produtoras de conforto, ricas em gorduras e carboidratos, que geram uma euforia transitória decorrente do aumento da serotonina. Muitas atividades sociais e ao ar livre acabam sendo substituídas por comida, e portanto também devem fornecer prazer. Só que, além da euforia, aumenta a reação inflamatória geral do organismo frente a este tipo de alimento, desequilibrando o sistema e sobrecarregando principalmente o meridiano do fígado.
2) Baixa hidratação:
É um fato que no frio sentimos menos sede, o que não necessariamente significa que precisamos de menos água. O suor nos auxilia na eliminação de muitas toxinas pela pele, aliviando em parte o trabalho dos rins. Então, na ausência deste recurso, os rins vão precisar de uma ajudinha extra para dar conta de todo o trabalho. E muitas pessoas bebem menos água no inverno justamente para não ter que urinar tanto, o que é um erro. A desidratação será percebida facilmente na pele, mas também internamente, pelo aumento da preguiça, uma vez que a energia do meridiano do rim está sendo muito mais demandada.
3) Higiene doméstica:
A tendência do frio é nos mantermos mais tempo indoor, por isso é fundamental manter os ambientes como a casa ou escritório limpos, uma vez que as janelas ficarão fechadas. Um local pouco arejado e empoeirado se transforma rapidamente no paraíso dos ácaros e fungos, o que pode agravar em muito as crises alérgicas e os efeitos de uma baixa energia de defesa.
4) Sensação blue:
A menor exposição solar no período invernal (dias mais curtos) está diretamente relacionada a uma maior incidência de transtornos do humor, como a depressão. Há até um nome para isto: depressão sazonal. O que já é em si um problema, mas que se agrava pela diminuição de atividade física e de contato social, alimentação entre outras perigosas mudanças de rotina que podem afetar o livre fluxo energético pelos meridianos.
5) Aumento no uso de medicamentos:
No inverno tomamos muitos medicamentos para gripes e resfriados para não sentirmos seus efeitos, mas também para não sermos privados das atividades cotidianas. Na verdade aqui temos 2 erros, primeiro o excesso de fármacos pode até descongestionar o nariz, mas congestiona o organismo de toxinas; e o segundo é a ausência de repouso, que seria fundamental para repor as energias e reequilibrar o sistema, mas que é suprimido.
6) Preguiça
A diminuição na frequência e intensidade das atividades físicas e sociais tende a reduzir não apenas o ritmo de vida, mas o metabolismo, gerando estagnação na vida e igualmente de energia. E energia que não flui é sinônimo de doença.
O resultado de tudo isto costuma ser primaveras cheias de alegria, pelo retorno do calor, dos dias mais longos, os jardins floridos e a aproximação das festas de final de ano, mas também de um aumento na incidência das crises de alergia, enxaquecas, insônia, letargia, dores musculares ou articulares, etc., tudo como uma ressaca dos desvios de conduta praticados na estação anterior.
Além de rever seus hábitos de vida e trabalhar sua força de vontade para agir preventivamente e fazer frente a tantas tentações, existe o recurso terapêutico da acupuntura, que possui um arsenal de técnicas para reequilibrar o organismo destes desmandos, em especial uma técnica chamada Oketsu.
Experimente!























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